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Cartilha ajuda a identificar atrasos no desenvolvimento infantil

Por Redação em 25/02/2024 às 11:56:22
Foto: Reprodução internet

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A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com a Sociedade Paraibana de Pediatria (SPP), lança na próxima segunda-feira (26) a Cartilha de Desenvolvimento – 2 meses a 5 anos para profissionais de todo o Brasil filiados à entidade. Elaborado pelo Centers of Disease Control and Prevention (CDC), dos Estados Unidos, o conte√ļdo foi traduzido para o portugu√™s por pediatras da SBP e apresenta um programa que visa auxiliar na identificação precoce de atrasos do neurodesenvolvimento.

Os Centers of Disease Control and Prevention, ou Centros de Controle e Prevenção de Doenças, são uma ag√™ncia do Departamento de Sa√ļde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, que trabalha na proteção da sa√ļde p√ļblica e da segurança da população.

A presidente do Departamento Cient√≠fico de Desenvolvimento e Comportamento da SBP, Liubiana Arantes de Ara√ļjo, disse em entrevista à Ag√™ncia Brasil que a cartilha busca informar as equipes de sa√ļde e de educação, bem como pais e outras pessoas que lidam com crianças, sobre os marcos de desenvolvimento esperados para cada idade. Dessa forma, entendendo o que esperar para cada idade, as pessoas poderão, estimular a criança. Se detectarem algum atraso, poderão agir o mais cedo poss√≠vel.

"Se a criança tem algum atraso ou algum risco, ela necessita de uma avaliação e uma intervenção imediatas", destacou a médica. A cartilha vai ajudar os pais e respons√°veis a detectar algum problema que os filhos apresentem no desenvolvimento. "Os pais não t√™m, muitas vezes, um conhecimento e suspeitam que a criança tem um atraso, mas não t√™m certeza disso. A cartilha ajuda muito os pais a compreenderem o que esperar para cada idade. E, se o meu filho não adquiriu aquela habilidade, o que est√° acontecendo? Se é um atraso realmente, eu tenho que procurar ajuda, porque eu tenho um guia certo, com refer√™ncias cient√≠ficas, baseado em estudos, em pesquisas publicadas, resultante da avaliação de muitas crianças sobre o que, realmente, elas t√™m que alcançar em cada idade."

Universalidade

Apesar de a cartilha ter sido elaborada nos Estados Unidos, a questão dos marcos do desenvolvimento é aplicada para crianças de diversas regiões do mundo. "O cérebro tem as etapas que j√° são previamente determinadas pela genética. Então, tanto no Brasil, Estados Unidos, Europa, Ásia, uma criança tem que andar por volta de 1 ano. Se ela tem 1 ano e 7 meses e não anda, ela tem um atraso porque o cérebro desenvolve a sua arquitetura da mesma forma, com etapas. É claro que a criança pode andar com 10 meses, 1 ano, 1 ano e dois meses. Tem um intervalo de variação, mas existem limites que são estabelecidos para qualquer criança, independente de onde ela viva. O que a gente entende é que não pode subestimar o potencial de desenvolvimento da criança", ressaltou Liubiana.

Segundo ela, uma criança brasileira, por exemplo, tem o mesmo potencial de outra que mora em pa√≠ses desenvolvidos. A genética é que vai determinar isso, embora ela seja influenciada pelo ambiente. "As pessoas entendendo que, em um ambiente rico de est√≠mulo, trabalhando para uma boa nutrição, para cuidar de evitar problemas de sa√ļde, essa criança pode adquirir o seu pleno potencial de desenvolvimento, independente do pa√≠s em que nasceu."

Liubiana informou que a ideia é que a cartilha sirva à conscientização dos pediatras de todo o Brasil, para que eles possam entender melhor sobre o desenvolvimento das crianças, saber fazer avaliação, orientar os pais nos casos em que forem identificados atrasos. Nas próximas semanas, o documento estar√° dispon√≠vel no site da SBP para consulta por todos os pais do pa√≠s, visando garantir informações de qualidade.

Publicação

Ao longo de 28 p√°ginas, a publicação divide-se em 12 seções representativas das diferentes faixas et√°rias da criança: aos 2, 4, 6, 9,12, 15 e 18 meses, além de 2 anos, 30 meses, 3, 4 e 5 anos. Liubiana destacou que a cartilha é um instrumento did√°tico, com as descrições dos marcos esperados para cada idade. A ideia é que os pais marquem o que seus beb√™s j√° conseguem fazer e levem o question√°rio preenchido para conversar com o pediatra e receber as orientações necess√°rias, durante as consultas.

Conforme destaca a integrante do Departamento Cient√≠fico de Pediatria Ambulatorial da SPP Fl√°vio Melo, os cinco primeiros anos de vida das crianças são essenciais para um neurodesenvolvimento pleno do ser humano e, nessa fase, o comportamento verificado oferece pistas importantes sobre a sa√ļde e o pleno desenvolvimento.

Fonte: Agência Brasil

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