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Moraes concede liberdade provisória a Valdemar Costa Neto

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Por Redação em 10/02/2024 às 19:52:36
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu neste s√°bado (10) liberdade provisória para o presidente do PL, Valdemar Costa Neto.

Moraes manteve medidas cautelares, que são exig√™ncia que Valdemar dever√° cumprir em liberdade.

Valdemar foi preso na quinta-feira (8), durante buscas e apreensões feitas por agentes da Pol√≠cia Federal na sede do PL. O pol√≠tico estava com uma arma, mas sem licença para us√°-la, o que o levou à detenção.

Valdemar Costa Neto é detido em flagrante, durante buscas, por posse irregular de arma de fogo

Posteriormente, a PF encontrou uma pepita de ouro com Valdemar, e ele foi preso também por suspeita de usurpação mineral. Para esse flagrante, não h√° fiança.

Na sexta (9), Moraes havia convertido a prisão em flagrante em prisão preventiva, que não tem prazo determinado para acabar.

Agora, em razão de parecer da Procuradoria-Geral da Rep√ļblica (PGR), da idade de Valdemar -- 74 anos --, e do crime não ter sido cometido com viol√™ncia ou grave ameaça, Moraes decidiu pela soltura.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, em imagem de novembro de 2022

Wilton Junior/Estadão Conte√ļdo

A operação

A operação da PF teve como alvo de busca e apreensão também o ex-presidente Jair Bolsonaro. A pol√≠cia investiga um esquema, que, segundo a corporação, foi montado entre Bolsonaro, auxiliares próximos e alguns militares para tentar dar um golpe de Estado e evitar a sa√≠da dele do poder.

Foram expedidos quatro mandados de prisão: para tr√™s militares e para um ex-assessor de Bolsonaro.

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A PF apreendeu uma gravação, com mais de uma hora, de uma reunião ministerial em julho de 2022. Na ocasião, Bolsonaro admite que deve perder as eleições -- que seriam disputadas em 3 meses -- e que era preciso tomar atitudes para evitar a derrota. Ele conclama os ministros a agirem e fala em "plano b".

Um de seus principais auxiliares, o general Augusto Heleno, então ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), propõe "virar a mesa" antes das eleições.

Fonte: G1

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